terça-feira, 18 de maio de 2010

Metallica: melhor álbum de Heavy Metal de todos os tempos




O disco de 1986 do METALLICA, "Master of Puppets", foi nomeado o "melhor álbum de heavy metal de todos os tempos" em uma enquete realizada pelo site MusicRadar.com.

Com os resultados divulgados no International Noise Awareness Day, o MusicRadar.com se juntou com a Metal Hammer, a revista mais famosa de heavy metal do Reino Unido, para criar uma contagem regressiva dos discos definitivos para bater cabeça. A enquete online atraiu mais de 6 mil votos dos músicos e entusiastas do metal.

Com espetaculares 20% do total de votos, "Master of Puppets" continua tão popular hoje quanto quando foi lançado em Março de 1986. Aclamado pelos fãs e pela crítica, o álbum já recebeu múltiplos discos de platina, chegando a vender mais de seis milhões de cópias só nos EUA, apesar de não ser tocado em rádios, e não ter singles ou clipes.

A presença do Metallica na cena heavy metal é evidente na parada, com quatro de seus álbuns aparecendo no top 25 do MusicRadar.com. Hoje, a banda continua a tocar em shows esgotados através do globo, com sua música aparecendo regularmente em jogos de sucesso, incluindo “Guitar Hero” e “Rock Band”.

A banda norte-americana venceu o lendário álbum "The Number of the Beast" do grupo do Reino Unido, Iron Maiden, que ficou em segundo lugar. Em terceiro lugar, aparece "Appetite for Destruction" do GUNS N' ROSES.

Segundo Mike Goldsmith, editor-chefe do MusicRadar.com, "seja AC/DC fazendo a trilha sonora de 'Iron Man 2', RAGE AGAINST THE MACHINE conquistando a primeira posição na parada natalina do Reino Unido, ou o Iron Maiden ganhando um Brit Award, o heavy metal não é mais uma preocupação underground. Mais de 6 mil músicos e metaleiros concordaram e votaram na enquete mais popular feita pelo MusicRadar.com até o momento. É mais um prêmio para a obra de arte do thrash do METALLICA e a trilha sonora perfeita para o International Noise Awareness Day. Aumenta o som!"

Alexander Milar, editor da Metal Hammer, completou, "este é um resultado emocionante - mas não será surpresa para os fãs de longa data, já que o 'Master of Puppets' do Metallica é um marco absoluto para nosso amado estilo. Variando da detonante e frenética 'Battery' a majestosa elegância de 'Orion', 'Master of Puppets' ainda explode com o jeans suado do começo mais humilde da banda. O Iron Maiden deveria ter ganhado a enquete? Ou o Guns N' Roses é realmente heavy metal? Debates como esses durarão para sempre, e é um testamento da inteligência e paixão incrível dos metaleiros ao redor do mundo."

Melhores álbums de todos os tempos, segundo a MusicRadar.com:

01. Metallica - Master of Puppets (1986)
02. Iron Maiden - The Number of the Beast (1982)
03. Guns N' Roses - Appetite for Destruction (1987)
04. Metallica - Ride the Lightning (1984)
05. Slayer - Reign in Blood (1986)
06. Megadeth - Rust in Peace (1990)
07. Black Sabbath – Paranoid (1970)
08. AC/DC - Back in Black (1980)
09. Pantera - Vulgar Display of Power (1992)
10. Iron Maiden - Powerslave (1984)

carta aberta ao lendário cantor de heavy metal Ronnie James Dio (DIO, HEAVEN & HELL, BLACK SABBATH, RAINBOW)

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, escreveu a seguinte carta aberta ao lendário cantor de heavy metal Ronnie James Dio (DIO, HEAVEN & HELL, BLACK SABBATH, RAINBOW):

Caro Ronnie,

Acabei de sair do palco em Zagreb. Acabei de saber da notícia que você faleceu. Eu estou em estado de choque, mas eu queria que você soubesse que você foi uma das principais razões de eu estar nesse negócio, para começar.

Quando eu o vi pela primeira vez com o Elf, abrindo para o Deep Purple em 1975, eu estava completamente encantado pelo poder de sua voz, sua presença no palco, sua confiança, e a facilidade com que você parecia se conectar com 6.000 pessoas dinamarquêsas e um sonhador de 11 anos de idade, a maioria dos quais não estavam familiarizados com a música do Elf. No ano seguinte eu fiquei tão empolgado quando ouvi as notícias de que uniria forças com o meu guitarrista favorito. Vocês soaram tão bem juntos e eu instantaneamente me tornei o fã nº 1 do Rainbow na Dinamarca.

No outono de 1976, quando você fez seu primeiro show em Copenhagen, eu estava literalmente na fila da frente e as duas vezes que fizemos contato com os olhos você me fez sentir como a pessoa mais importante do mundo. A notícia de que vocês ficariam hospedados na cidade no seu dia de folga embutiu em mim de alguma forma, no meu cérebro, e eu fiz a peregrinação ao Hotel Plaza para ver se eu poderia de algum modo pegar uma foto, um autógrafo, um momento, qualquer coisa. Poucas horas depois você saiu e foi muito gentil e atencioso... fotos, autógrafos e alguns minutos de brincadeira casual. Eu estava no topo do mundo, inspirado e pronto para qualquer coisa. O Rainbow veio a Copenhagen mais algumas vezes ao longo dos próximos anos e cada vez que vocês estiveram aqui, a banda fundiu minha mente, e por uns bons três anos, foram a minha banda favorita absoluta no planeta.

Ao longo dos anos tive a sorte suficiente de me encontrar com você uma meia dúzia de vezes ou menos e cada vez você estava tão amável, atencioso e gentil como você estava em 1976, fora do hotel.

Quando finalmente tivemos a chance de tocar juntos na Áustria em 2007, eu estava literalmente voltando a ser aquele moleque seboso que você conheceu e inspirou 31 anos atrás e foi uma baita honra e um sonho partilhar um palco com você e com o resto das lendas do HEAVEN & HELL.

Um par de semanas atrás, quando eu soube que você não ia ser capaz de se apresentar conosco no Sonisphere, em junho deste ano, eu quis te ligar e deixá-lo saber que eu estava pensando em você e desejando-lhe o bem, mas eu meio que me acovardei, pensando que a última coisa que você precisava em sua recuperação era se sentir obrigado a atender um telefonema de um baterista dinamarquês/fanboy. Eu hoje gostaria de ter feito essa ligação.

Vamos sentir sua falta imensamente nestas datas, e estaremos pensando em você com grande admiração e carinho durante esse prazo. Parece-me bom tê-lo em turnê com o chamado 'Big Four' pois, obviamente, você foi uma das principais razões de as quatro bandas terem existido.

Suas orelhas se queimarão durante essas duas semanas, porque todos nós vamos estar falando, relembrando e contando histórias sobre como ter te conhecido fez a nossa vida muito melhor.

Ronnie, sua voz me impactou e deu poderes, a sua música inspirou e influenciou-me, e sua bondade me tocou e me comoveu. Obrigado.

Muito amor.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Metallica (4LP Deluxe Edition) Because Sound Matters

Metallica - Demo rara de 1982





"James Hetfield: The Wolf At Metallica's Door" [“James Hetfield: Um lobo na porta do Metallica”], a biografia não-autorizada do icônico frontman, está prevista para ser liberada em 22 de abril via Independent Music Press. Escrito pelo jornalista e autor escocês Mark Eglinton, o livro traz entrevistas com pessoas chaves do passado de Hetfield, dando detalhes da educação que moldou o homem que ele se tornaria mais tarde.
Uma descrição do livro diz o seguinte: “Enquanto a história do Metallica e Hetfield estão intimamente ligadas, esta honesta e definitiva biografia foca exclusivamente na pessoa, e com sucesso humaniza e desmistifica um dos indivíduos mais vigiados do metal. Não apenas isso, alguns amigos de infância de Hetfield de seus dias em Downey concordaram em falar pela primeira vez sobre sua relação com ele, uma característica que define verdadeiramente esse livro para além de todos os outros publicados até hoje. Adicionalmente, há inserções vitais de outras pessoas da cena metálica como Charlie Benante (ANTHRAX), Jerry Cantrell [ALICE IN CHAINS], Rex Brown [PANTERA, DOWN], Jeff Waters [ANNIHILATOR] e Mille Petrozza [KREATOR], entre uma lista de outros igualmente importantes, e para iniciar, há um excelente prefácio escrito pelo lendário vocalista Chuck Billy [TESTAMENT].
“Um fato triste que vale mencionar também é que os pais de Hetfield sucumbiram ao câncer, e como gesto de reconhecimento, o editor do Reino Unido, IMP, está doando 25% de cada cópia vendida para as pesquisas de Câncer.”
“James Hetfield: Um lobo na porta do Metallica” é descrito como “leitura essencial tanto para fãs do vocalista, ou mesmo qualquer pessoa receptiva a uma história humana inspiradora.”

quarta-feira, 17 de março de 2010





O (site) TMD revelou outra demo antiga do Metallica. É uma gravação de "Sucking My Love", do DIAMOND HEAD, contando com Dave Mustaine na guitarra e Ron McGovney no baixo.

Bon Nalbandian, estudioso da história do Metallica, informa: "Para os fãs do Metallica, esse é o mais raro e antigo material a aparecer. Ninguém sabia sequer da existência dessa gravação, já que o baixista original Ron McGovney era o único que tinha a gravação desse ensaio de garagem (essa fita não poderia nem ser considerada uma demo!). A fita possui os covers do Diamond Head 'Sucking My Love', 'Helpless' e 'Am I Evil' (que depois veio a ser regravada) e sua primeira composição própria, 'Hit the Lights'. Gravado na garagem de Ron em março de 82 (duas semanas após a formação da banda) por um boombox (estilo de rádio antigo) de 49 dólares e com James cantando pelo amplificador de guitarra, essa é surpreendentemente uma gravação ótima para os meios tão primitivos que usaram!"

Para mais informações, entrar no site http://themetalden.com/index.php?p=12558, que possui inclusive uma versão rara de 'Hit the Lights'. Abaixo, 'Sucking My Love':



domingo, 7 de fevereiro de 2010


31/01 - 02:43
Metallica apaixona público no Estádio do Morumbi

Augusto Gomes, iG São Paulo
Banda se apresentou em São Paulo neste sábado

Paixão. A palavra foi usada duas vezes por James Hetfield e Lars Ulrich, respectivamente vocalista e baterista do Metallica, em entrevista concedida poucas horas antes de seu primeiro show em São Paulo, neste sábado. Nas duas vezes, o termo foi utilizado para definir a relação do público brasileiro com a banda. Durante o show, Hetfield repetiu a afirmação: logo depois de tocar a primeira música da noite, "Creeping Death", ele olhou para o público e então apontou para o próprio coração. De novo a tal paixão.

* Fotoshow: veja imagens do show do Metallica em São Paulo

A relação das 60 mil pessoas que lotaram o Estádio do Morumbi com o Metallica pode mesmo ser chamada de apaixonada. O público amou tudo que a banda tocou: das canções dos primeiros discos ("Master of Puppets", "Seek and Destroy") às novidades do recente Death Magnetic ("That Was Just Your Life", "The Day that Never Comes"), passando por clássicos do disco mais bem-sucedido do grupo, o Black Album ("Nothing Else Matters" e "Enter Sandman", dois dos momentos mais marcantes da noite).

AE
James Hetfield, vocalista do Metallica




Diante de uma plateia tão devota, a reação do Metallica foi a mais pura felicidade. Hetfield e Ulrich trocavam sorrisos a toda hora, e o guitarrista Kirk Hammet era pura simpatia com o público. Nada mais contrastante com a imagem mal-humorada que a banda tinha quando surgiu, no começo dos anos 1980. Trinta anos depois, a banda não tem o menor problema em admitir que está ali para entreter. "Queremos que vocês se divirtam", afirmou James Hetfield a certa altura da apresentação. "Assim, nos divertimos também".

O repertório teve diversas alterações em relação ao primeiro show no Brasil, realizado em Porto Alegre. Segundo Lars Ulrich, a banda não gosta de tocar sempre as mesmas canções. "Tocamos entre 60 e 70 músicas diferentes nesta turnê. É um jeito de evitar entrar no piloto automático. Em outras turnês, quando não mudávamos o set list, os shows eram meio mecânicos", explicou. No show deste domingo, também no Morumbi, o público pode esperar mais surpresas. De acordo com Lars, se o Metallica faz dois shows na mesma cidade, eles sempre são diferentes.

A performance deste sábado teve 18 músicas. Começou apostando pesado em faixas do disco Ride the Lightning, de 1984. Das cinco primeiras músicas, três vieram desse álbum ("Creeping Death", "For Whom the Bell Tolls" e "Fade to Black"). As exceções foram "The Four Horsemen" e a surpresa "Harvester of Sorrow". Depois, foi a vez de quatro faixas de Death Magnetic ("That Was Just Your Life", "The End of the Line", "The Day that Never Comes" e "Broken Beat & Scarred"), mais a clássica "Sad But True", dedicada ao Sepultura, que fez o show de abertura da noite.

AE
O baterista Lars Ulrich





A reta final da apresentação foi para fã nenhum reclamar: começou com a mistura de calma e violência de "One" (um dos únicos momentos em que o grupo abusou da pirotecnia, usando fogos de artífico), passou pelo peso e velocidade puros de "Master of Puppets" e "Blackened", foi para a introspecção de "Nothing Else Matters" e terminou com o público em êxtase diante do maior sucesso da banda, "Enter Sandman".

Na volta ao palco para o bis, o Metallica seguiu a tradição de tocar uma cover. No caso, "Stone Cold Crazy", do Queen. Depois, foi a vez de dois petardos de seu disco de estreia, KIll 'em All, de 1981: "Motorbreath" e "Seek & Destroy". O Metallica volta a tocar no Morumbi neste domingo (31). Restam ingressos para todos os setores. Seu show está marcado para as 20h30.

Veja abaixo o set list do show deste sábado:

"Creeping Death"
"For Whom the Bell Tolls"
"The Four Horsemen"
"Harvester of Sorrow"
"Fade to Black"
"That Was Just Your Life"
"The End of the Line"
"The Day that Never Comes"
"Sad But True"
"Broken, Beat & Scarred"
"One"
"Master of Puppets"
"Blackened"
"Nothing Else Matters"
"Enter Sandman"

Bis

"Stone Cold Crazy"
"Motorbreath"
"Seek & Destroy"