domingo, 17 de abril de 2011

James Hetfield: "não tenho nada contra o Guns N' Roses"

O frontman do METALLICA, James Hetfield, provocou a produção do vocalista do GUNS N' ROSES, Axl Rose, durante a turnê que dividiram no início dos anos 90 em um vídeo que virou hit.

Hetfield deu continuidade de onde parou a respeito das exigências de Axl em 2010 e disse à rádio Byron Cooke da Austrália, antiga estação de rock Triple M, o que realmente pensa sobre o GUNS N' ROSES.
"Eu não tenho nada contra o GUNS N' ROSES. Quero dizer, ele está fazendo o que ele quer fazer. Não sei se sobraram muito 'Guns' (armas) ou 'Roses' (rosas) neste momento, mas é Axl, e ele é Axl e ele não mudou ou cedeu nem um pouco, e eu meio que respeito isso".
As exigências de Axl não mudaram muito ao longo de duas décadas. As mesmas bebidas, o mesmo queijo... No entanto, Axl agora precisa de uma cama em seu camarim. "O que ele faz, dorme no show?", comenta Hetfield aos risos.
Este suposto hábito de Axl dormir nos bastidores antes dos shows já causou problemas

Live at Grimey's - Metallica


Em 2000 a imagem do METALLICA se desgastou um pouco quando o grupo bateu de frente com Shawn Fanning na corte americana. A banda, que nunca concordou com o compartilhamento de músicas promovido pelo Napster, jamais conseguiu amenizar a derrocada das gravadoras por suas próprias mãos. Para encerrar a polêmica da sua atitude, o quarteto preparou o exclusivo e curioso “Live at Grimey’s”. O disco, que é comercializado apenas em lojas independentes, mostra que Hetfield & Cia. nunca viraram as costas para o underground, mesmo dizendo um sonoro não à popularização do mp3.
 Não há dúvidas de que a história por trás de “Live at Grimey’s” é muito interessante. O registro ao vivo, realizado no porão da pequena loja Grimey’s New & Prevelod Music em Nashville (Tennessee), contou com uma modesta platéia de apenas uma centena de pessoas. A iniciativa, que foi promovida pelos criadores do Record Store Day, inaugurou o Back to Black Friday (o evento que deu o pontapé de abertura no Dia de Ação de Graças no comércio norte-americano). O show realizado em junho de 2008 não representou nada mais do que uma data extra da tour de “Death Magnetic” (2008) pelo país. No entanto, para os fãs a apresentação simboliza o retorno do METALLICA às suas raízes fincadas no underground. A banda, que em pouco tempo se tornou o nome mais imponente do thrash metal de São Francisco, vem reinventando o seu repertório mais antigo nos seus espetáculos mais recentes. O clima de “Live at Grimey’s” não poderia ser outro – e tampouco mais adequado.
O álbum, que é vendido com exclusividade por lojas pequenas e independentes no território norte-americano, pode ser adquirido pelos fãs mais fanáticos (e colecionadores) através do site oficial da banda. Em CD ou em vinil duplo, “Live at Grimey’s” obviamente não enriquece a discografia do METALLICA. Por outro lado, os caras assinaram aqui uma apresentação visceral, nitidamente mais agressiva se comparada aos demais shows realizados pelo grupo ao redor do mundo. No disco – que não ultrapassa uma hora de música –, o repertório escolhido por James Hetfield (vocal e guitarra), Kirk Hammett (guitarra), Robert Trujillo (baixo) e Lars Ulrich (bateria) pode ser apontado como o diferencial de “Live at Grimey’. Com o intuito de destacar o ambiente underground que contorna a obra, o METALLICA separou as suas músicas mais antigas – que não costumam aparecer com frequência pelo set-list do grupo.
O clássico “Kill ‘Em All” (1983), que projetou o METALLICA ao reconhecimento mundial, é extremamente bem representado em “Live at Grimey’s”. As duas primeiras músicas retiradas do debut – “No Remorse” e “Motorbreath” – podem não possuir o mesmo impacto de hinos do metal escritos por Hetfield & Ulrich nas décadas de oitenta e de noventa. Porém, são inclusões verdadeiramente valiosas, sobretudo para os fãs mais antigos e sedentos por versões repaginadas das faixas que deram notoriedade ao quarteto norte-americano. Não só a performance do grupo merece honrarias. A gravação de “Live at Grimey’s” mostra uma qualidade muito superior à média. Em contrapartida, a presença de “Master of Puppets” e de “Sad but True” – rotineiramente incluídas no set-list da banda – serve para agradar a gregos e a troianos. Embora não possua uma sequência comprida, “Live at Grimey’s” soube misturar as composições obrigatórias do METALLICA com sinceros presentes dedicados aos fãs mais sedentos.
De qualquer modo – e é até de se estranhar –, nenhuma música retirada do “Death Magnetic” (2008) compõe o repertório de “Live at Grimey’s”. Entre as mais recentes, somente “Fuel” aparece em meio às ótimas (e clássicas) “For Whom the Bells Tolls” e “Seek and Destroy” (mais uma retirada de “Kill ‘Em All”, 1983). Por mais que músicas como “Haverster of Sorrow” e “Welcome Home (Sanitarium)” podem ser apontadas como datadas, a relevância de ambas para a história do metal ainda é imensa. Por isso, não há como renegar sequer uma das nove faixas escolhidas que formam o inusitadoo “Live at Grimey’s”. O passado – e até mesmo o presente relativamente inóspito – são representados verdadeiramente bem no disco. A iniciativa da banda (assim como o valor sugestivo de US$ 9.99) pode simbolizar um novo caminho para a indústria fonográfica.
Track-list:
01. No Remorse
02. Fuel
03. Harvester of Sorrow
04. Welcome Home (Sanitarium)
05. For Whom the Bells Tolls
06. Master of Puppets
07. Sad but True
08. Motorbreath
09. Seek and Destroy

Metallica: Músicos falam sobre a importância da banda


Recentemente o site ARTISTdirect.com entrevistou vários músicos e perguntou: ‘Quando você ouviu o METALLICA pela primeira vez e o que a banda representa para você’?
Abaixo podem ser conferidas algumas respostas:
Slash (Velvet Revolver, Guns N' Roses):
“Eu descobri o METALLICA quando eles lançaram seu primeiro EP. O METALLICA sempre foi uma das minhas bandas de metal favoritas. Acho que eles são uma das bandas de metal mais versáteis lançadas nos anos 80. Também é uma das mais criativas. Acho que James Hetfield é um dos melhores guitarristas de metal a caminhar pela terra.”
Kerry King (Slayer):
“Acho que foi no Woodstock em Orange County quando o Dave Mustaine estava na banda. Me tornei um fã de imediato. Eu não conseguia acreditar que o Mustaine tocava de uma maneira incrível sem nem mesmo olhar para os seus dedos. Eu ainda toco olhando para os meus dedos «risos». Não havia gravações, era apenas vê-los. Acho que o METALLICA estava numa compilação da Metal Massacre ou algo assim.”
Scott Ian (Anthrax):
“Foi na Rock'n Roll Heaven, a loja de CDs do Johnny Z em Nova Jersey. Ele tocou a demo ‘No Life 'Til Leather’ e essa foi a primeira vez que eu ouvi o METALLICA. Foi muito alucinante ouví-los pela primeira vez. Uma das melhores coisas foi simplesmente saber que havia outra banda lá fora, na Costa Oeste, que tinha a mesma mentalidade.
Certamente, nós não soávamos parecidos na época. Só o fato de que eles estavam tocando sua própria música e tinham sua própria coisa acontecendo era como nos sentiamos sobre o que estávamos fazendo com o ANTHRAX, em Nova York. Não é como se tivéssemos internet na época e você pudesse descobrir o que as pessoas estavam fazendo ao redor do mundo.
Não sabíamos que existiam outras bandas fazendo suas próprias coisas. Naquela época era difícil descobrir, a não ser que você estivesse negociando fita e coisas desse tipo. Ouvi METALLICA e pensei: ‘Esses caras têm a mesma mentalidade que a nossa. Obviamente, curtimos todos a mesma música’. Foi uma sensação muito boa saber que havia outras pessoas lá fora como nós.”
Jonathan Davis (Korn):
“A primeira vez que os ouvi foi através de um dos álbuns, ‘Master of Puppets’ ou ‘Ride the Lightning’. Eu estava na casa de um amigo, e um cara apareceu e disse, ‘Vocês tem que ouvir isso!’ Eu tinha uns 14 anos; nem consigo lembrar quantos anos eu tinha «risos». Esse cara colocou METALLICA pra tocar, e eu disse, ‘Wow, o que é isso?’ Eu escutei na hora e depois meio que esqueci. Achei legal, mas não me tornei fã até eles lançarem o ‘The Black Album’. Tocava na MTV toda hora. Comecei a escutar METALLICA pra valer quando entrei no KORN. Amo tocar ‘One’. Foi legal tocar pra eles no MTV Icon. É uma das minhas bandas favoritas. Me inspiro neles. Eles já tocam há tanto tempo. É realmente a banda na qual me inspiro — eles e OZZY OSBOURNE. Também fizemos muitas turnês com o METALLICA; é incrível!
Fieldy (Korn):
“Eu estava no ginásio! Lembro que consegui o ‘Kill 'Em All’. Ouvi, e não entendi. Era meio que, ‘O que é isso? É metal rápido, mas eu ouço punk rock.’ Eu fiquei encantado. Os músicos não eram negligentes de forma alguma, eles eram ótimos. Eu estava surpreso pois era a primeira vez que ouvia algo que era totalmente fora do comum. Fiquei ainda mais encantado com ‘Ride the Lightning’. A partir daí, comecei a segui-los e eu me tornei um fã até aos dias de hoje. ‘Death Magnetic’ é inacreditável! É alucinante. Eu não posso acreditar.
Nós adoraríamos fazer uma turnê com eles novamente. Eles são caras muito legais. É uma honra tocar com o METALLICA.”
Corey Taylor (Slipknot e Stone Sour):
“Na verdade, no meu livro ‘The Seven Deadly Sins: Settling the Argument Between Born Bad and Damaged Good’ eu conto sobre a primeira vez que ouvi o METALLICA. Pois foi algo grande «risos». Me lembro ouvindo ‘Master of Puppets’ na casa de um amigo. Aquele final em ‘Damage Inc.’ —‘Fuck it all and fucking no regrets’— era a parte em que todo metaleiro aguardava com ansiedade. Quando chegava, você pulava e gritava junto com eles. Foi incrível. Metallica será sempre importante para mim!”
Max Cavalera (The Cavalera Conspiracy e Soulfly):
“Cortei meu cabelo por causa do ‘Ride the Lightning’ «risos». É uma história verdadeira.
Meu primo estava tentando colocar eu e o Iggor no caminho certo. Na época tínhamos cabelos compridos. Ele disse, ‘Eu vou fazer um negócio com você. Vou te dar um álbum importado e você pode escolher o que quiser, se você cortar seu cabelo.’ Eu tinha uma fita cassete de ‘Ride the Lightning’ e já adorava. Tinha uma versão importada de ‘Ride the Lightning’ na loja. Eu pensei: ‘Eu posso conseguir aquele álbum se eu cortar meu cabelo! O cabelo vai crescer de volta. Em um ano, eu vou ter o cabelo comprido de novo e eu vou ter um álbum importado! Foda-se!’ Eu saí, cortei meu cabelo, e tenho o ‘Ride the Lightning’ em vinil importado. Eu adorava o cheiro do vinil e olhar para as fotos na contra capa. Essa capa do álbum azul era tão foda. Ainda é meu álbum favorito do METALLICA.”

quinta-feira, 14 de abril de 2011

James talking about every single Death Magnetic song

James talking about every single Death Magnetic song 

 

 

Metallica - Damage Inc

Live-Shit – O Riff depois de Of Wolf and Man

Como muitos de vocês sabem, o Live-Shit é o mais consagrado álbum ao vivo desta fantástica banda que é o MetallicA.
Pois bem. Neste disco ao vivo, gravado na Cidade do México, após a música Of Wolf and Man, Kirk Hammett executa um riff de uma música. E qual música seria essa?



O riff em questão foi criado por um dos mestres das 6 cordas, que influenciou Joe Satriani, que por sua vez ensinou Kirk Hammett. Trata-se simplesmente de Jimi Hendrix. O nome da música é Third Stone From the Sun (ou seja, nosso planeta).
Bom, mistério desvendado! E para quem não conhece, recomendo ouvir esse som! É bom demais, afinal, é Hendrix!


Metallica no Hall Of Fame: Jason e Rob sim, Mustaine não


Rolling Stone: Como o Metallica celebrou quando seu nono álbum de estúdio estreou na primeira posição?
James Hetfield: "Nós compramos drogas e carros", brinca o frontman. "Há alguns anos, nós estávamos gritando uns com os outros e destruindo a banda - e olhe agora! É surreal. E para mim, estar aqui e limpo [e muito sóbrio], me parece muito significativo."
Rolling Stone: Vocês têm feito shows durante todo o ano. Quais músicas novas têm sido mais divertidas de tocar?
James Hetfield: "Durante o verão [europeu], nós tocamos 'Cyanide' e 'The Day That Never Comes'. Nesta turnê, nós alternaremos entre quatro ou cinco músicas novas todas as noites. Nós queremos dar chance a elas para se tornarem perenes como 'Fade to Black' ou 'Seek and Destroy'. Elas não se tornaram perenes por serem uma música boa, mas porque nós as tocamos, e o público aprendeu que ele tem sua própria parte a cantar."
Rolling Stone: Onde você escreveu as letras para o “Death Magnetic”?
James Hetfield: "Predominantemente em casa. Havia uma música chamada 'Shine' - não está no disco, mas sairá alguma hora - que eu escrevi na cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame em 2006, quando nós introduzimos o Black Sabbath. Eu simplesmente fiquei inspirado, e a escrevi como um poeta."
Rolling Stone: Provavelmente o Metallica será introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame em abril. Quem estará no palco com vocês?
James Hetfield: "Todo mundo que tocou em um disco deve estar lá. Você é considerado para o Hall 25 anos depois de seu primeiro disco, não depois de formado."
Rolling Stone: Isso omitiria Dave Mustaine.
James Hetfield: "Ele não está em um disco. Jason Newsted deve está lá - ele esteve na banda por 14 anos e tocou em vários discos - assim como Robert [Trujillo]."
Rolling Stone: Será estranho estar lá com o Jason?
James Hetfield: "Não há motivos para ser estranho. Nós não queremos ser parte da novela do Hall of Fame. Todos querem confusão, como aconteceu no palco com o Blondie brigando por merda [em 2006]. Isso realmente tira o brilho do momento."